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O Uso da Biodiversidade na Cosmética como caminho para Exportação
Nacional - 09/08/2004

                        
Por   João Carlos Basílio da Silva presidente da Abihpec -
Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos.       

O uso sustentável de ingredientes naturais da floresta amazônica é um dos mais importantes fatores para promover o sucesso internacional dos cosméticos brasileiros. Uma das formas de ganhar espaço nos mercados internacionais é projetar a imagem dos produtos nacionais, especialmente àqueles fabricados com ingredientes provenientes da biodiversidade brasileira. É preciso não esquecer que 20% da biodiversidade de todo o mundo encontra-se no Brasil. O que se deseja é colocar produtos formulados, com base em seus recursos, à disposição não só do mercado doméstico, mas também internacional.

O projeto de utilização de matérias primas provenientes das regiões de rica biodiversidade é de longo prazo e sua implementação demanda tempo. Para desenvolvê-lo, é preciso manter contatos com as comunidades indígenas e aprender sobre seus métodos tradicionais de extração. Tais métodos, que são passados de geração em geração, podem assegurar a melhor preservação do meio ambiente.

Ao mesmo tempo é imperativo, também, criar junto às pessoas uma consciência sobre a necessidade de melhorar a qualidade de vida e fazer com que o consumidor internacional perceba os benefícios proporcionados pelo uso daqueles ingredientes e características dos processos de sua fabricação. É um trabalho que exige o comprometimento e cooperação do governo, das autoridades, da comunidade científica e todas as organizações afins.

Todos os esforços têm de ser coordenados e focados no mesmo objetivo. Equacionar as necessidades da industria, com as disponibilidades de matérias primas é um processo lento que necessita ser harmonioso. Nessas circunstâncias, o trabalho em grupo é a única alternativa viável, o único caminho possível para usar os recursos da floresta e mantê-la viva. Para tanto é necessário criar novos projetos e resguardar as comunidades  regionais, enquanto as matérias primas são extraídas.

No desenvolvimento do projeto, temos presenciado avanços interessantes em algumas regiões. Há comunidades - por exemplo - empenhadas na defesa das árvores. Elas numeram as árvores e colaboram com o trabalho de preservação.

O uso sustentável da biodiversidade objetiva disponibilizar matérias primas específicas, tais como óleos, por exemplo, e incrementar a capacidade local de produção através de métodos mais eficientes para atender à demanda que tende a crescer continuamente. Progressivamente, vai sendo alcançada a meta de motivar as comunidades locais a preservar os indígenas, incorporando-os aos novos processos.

No passado, em algumas regiões, os habitantes costumavam queimar as árvores para extrair o óleo. O que se está fazendo é promover a reciclagem ambiental dessas populações, ensinando-as a preservar a floresta e a biodiversidade. É um projeto de elevado comprometimento e empenho que também tem sido definido por  documento avalizado pelo Senado brasileiro. A Indústria encaminhou suas posições tendo em vista o bem-estar da região Amazônica e assinou documento que assegura a cooperação técnica às autoridades da Zona Franca de Manaus.

Desenvolver a tecnologia adequada, à exploração sustentável dos recursos e, ao mesmo tempo estabelecer a imagem de alta qualidade para produtos que sejam conhecidos internacionalmente e possam, eventualmente, influenciar tendências de mercado ao redor do mundo, é sem dúvida um procedimento lento e trabalhoso. Mas, também é verdade que se está fazendo progresso a cada dia, com base na filosofia do uso racional da biodiversidade. A natureza provê seus brindes. Depende do homem encontrar um meio de usa-los de uma forma adequada.

O mundo inteiro conhece a Amazônia e as pessoas vêm mostrando grande interesse na preservação de sua biodiversidade. Assim, é importante que se possa assegurar que companhias brasileiras não se utilizem da marca “Amazônia,” ou produtos vindos da região, simplesmente como uma ferramenta de marketing ou um meio de atrair consumidores.

O maior problema é combinar os interesses da ciência com as exigências do marketing, realçando a credibilidade e o apelo dos produtos.


                             ***************

                     
Comissão Coordenadora do Programa Nacional de Florestas - Conaflor (Joâo Carlos Basílio sentado, à esquerda)      

Em Março deste ano, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, instalaram a Comissão Coordenadora do Programa Nacional de Florestas - Conaflor -, representando os setores de Fármacos, Alimentos e Cosméticos, para propor e avaliar medidas para o cumprimento dos princípios e diretrizes das políticas públicas do setor florestal.

A Coordenadora da Comissão é Rose Hernandes, da Abihpec, Roberto Esmeraldi (de pé à esquerda) é o presidente da Ong Amigos da Terra e Luis Villares(de pé à direita), do Balcão de Serviços para Negócios Sustentáveis e Sérgio Gonçalves (sentado à direita), da Croda é da vice-presidente do grupo Compradores de Produtos Florestais Certificados.


 
 
   
 
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